10 de março de 2014

Um som para a madrugada de segunda

A internet, o face, deixam muita gente ocupada. Quando se vê é uma hora da manhã...e o sono vem batendo. Não dá mais tempo de ler um livro. O filme nem vale a pena começar. É hora de ouvir um som feito esse e deixar o novo dia amanhecer...


 
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9 de março de 2014

Achados e perdidos - parte 3



Eu poderia escrever uma história especial, cravejada de amor e tão cintilante quanto o brilho de uma jóia na vitrina. Polindo as palavras e as transformando numa pedra rara. Como uma larimar. Mas hoje vou escrever sobre o fim de um amor. Parece triste, mas não é. O final pode ser um recomeço. Quantos amores e paixões se dissolveram perto de nós ou em nós mesmos. E lá, quando dobramos as esquinas de nossas vidas, surge um outro. É um processo lento, um aprendizado que vamos entendendo enquanto a vida passa. O que é tristeza, desilusão pode virar alegria, encontro. Uma reviravolta na paixão, no entorno do amor.
Hoje quero escrever sobre alguém que teve um amor. E o perdeu. Ele ficou guardado na letra de uma música. Volta e meia ouvia aquele som de tantas lembranças. Quando alguém pegava um violão ou tocava ao vivo num bar, a mesma música não deixava de aparecer.
Mas um dia a vida mudou. Novo amor. Outra paixão. Um toque no celular. Uma nova história na tela do facebook. Mensagens. Fotos via instagram. O que começou como uma amizade, foi levada pelo tempo até transformar-se num verdadeiro amor.
E, mais uma vez, como em todas nossas histórias, a música é protagonista.
Então, entrou no carro distraidamente e ligou o som.
Ouça a música que tocou...os pequenos contos de amor nunca terão fim.


 
 
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4 de março de 2014

Achados e perdidos - parte 2



Maria sorri. Está de volta ao Rio depois de alguns anos. O Rio de Janeiro continua lindo, fevereiro e março. É março. Carnaval. Ela sorri para a paisagem. Suspira. Entra no mar correndo para não se atrapalhar nas ondas. A água está um pouco fria, mas nem se importa. Quer sentar num bar e brindar um chope. Quer ir na Lapa. E vai. Não resiste ao vendedor de chapéus, compra um. Maria sorri. Sorri e samba no entorno da mesa do bar. No ritmo de um som carnavalesco.
No dia seguinte, caminha no calçadão de chapéu novo. Com fones no ouvido, circula na orla quando enxerga uma multidão se formar no entorno. Retira os fones para ouvir aquela agitação. É atraída pelo som das caixetas, que marcam o ritmo e trazem uma sensação contagiante. São os blocos tradicionais, trazendo a população para a rua. Começa a dançar também, encontra alguns amigos e esquece o chapéu na cadeira do restaurante. Volta apressada, mas não o encontra mais. Maria entristece, mas logo ganha outro chapéu de um amigo.
Quando vai embora, leva boas imagens na mente e saudade no coração. O avião levanta voo, é hora de pensar. A imagem da cidade some aos poucos no horizonte, tira o chapéu e coloca no colo. Quem encontrou o primeiro perdido, decerto samba feliz, em algum lugar do Rio de Janeiro.


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2 de março de 2014

De outros carnavais

"Ontem à noite
Conheci uma guria
De outros carnavais
Com outras fantasias."
 
Pra curtir...um remember dos Engenheiros do Hawai
 
 

 
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Achados e perdidos




O corredor do shopping estava calmo naquele feriado de carnaval. A cafeteria vazia. Era tudo que queria. Escolher a mesa três e ficar em paz. Pediu um pingado e quando olha para o lado, presa ao encosto da cadeira, estava uma máscara de carnaval. Azul. Seria de uma criança ou de um adulto aquela esquecida foliã? Não importa, alguém desatento deixou-a de lado. Antes de comentar com a garçonete, veio à memória outros carnavais. Por mais que optamos por descansar, colocar a vida em ordem, viajar ou curtir o carnaval em si, sempre há uma lembrança. Como um filme, desenhou-se a cena do camping naquela cidade do interior. Nada era difícil. À noite, os amigos desciam para o centro daquele pequeno lugar. Brincavam e dançavam nos bares e pela rua. Outros tempos. O café pingado chega fumegando, a garçonete não importa-se muito com a máscara esquecida. Decerto alguém voltará para resgatá-la. Ou não. Como as lembranças de carnavais. Como as músicas, os sambas-enredo e marchinhas que desfilam na memória, mesmo em outras versões.


 
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1 de março de 2014

Samba do avião no kit



Segue o blog...aumente o volume nesse feriado de carnaval.


Carnaval e poesia

Manuel Bandeira publicou em 1919 o livro "Carnaval".
Os poemas, mais ou menos tradicionais, quase sempre mantêm a métrica e o sistema de rimas regulares, conforme convenções do seu tempo.
No último poema do livro, "Epílogo", a vontade do autor em criar um carnaval a maneira de Schumann...

"Eu quis um dia, como Schumann, compor
Um carnaval todo subjetivo:
Um carnaval em que só o motivo
Fosse o meu próprio ser interior...

Quando o acabei — a diferença que havia!
O de Schumann é um poema cheio de amor,
E de frescura, e de mocidade...
E o meu tinha a morta mortacor
Da senilidade e da amargura...
— O meu Carnaval sem nenhuma alegria!..."

(Manuel Bandeira, 1919)



 



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