SOM NO KIT DE QUINTA
Pela primeira vez no Brasil, o ex-Beatle Ringo Starr se apresenta com sua banda hoje no Gigantinho em Porto Alegre.
Vamos curtir "Never withou you".
Segue o blog...
10 de novembro de 2011
7 de novembro de 2011
MAIS DA FEIRA DO LIVRO: PREVISÃO ÓBVIA DO TEMPO
O vento é o personagem mais tradicional da Feira do Livro de Porto Alegre. Ali as folhas correm contra o tempo. Se você não está gostando da obra, talvez ele o ajude a folhear mais rápido. Se você gostou muito do livro, o vento lhe ajuda a fechá-lo rapidamente, como se fosse propriedade só sua por um momento. O vento é curioso, não lhe deixará ficar só no prefácio. Definitivamente, ele não é organizado. E nada melhor que o vento para refrescar a memória, escabelar e revirar as páginas de seu jornal. Mas sempre depois dele vem a chuva. Essa é mais presente ainda. Penso sempre que ela não venha na inauguração, para deixar tocar tranquila a sineta. O vento venta na feira. E vai levando as letras e as palavras. Palavras ao vento. Quando sentir os primeiros pingos na tela do seu computador, corra ao café mais próximo, se esconda no guarda-chuva, ganhe um abraço para se proteger, fuja com seus livros envolvidos, feito capa de chuva e se abrigue. E veja esse lado bom de também curtir a feira, tomar um café, olhando a chuva passar. A chuva passará. Tenha fé. Está mais do que provado. E aí virá aquele céu azul. De brigadeiro. E dará a ela um cenário inesquecível, com contorno lilás, recheado de livros. Uma livre escolha, em suas mãos.
Segue o blog. Segue a feira até 15/11.
6 de novembro de 2011
O BOM SENSO DO AUTÓGRAFO
Compramos tantos livros e depois de lidos guardamos na prateleira. Um certo dia podemos reler a obra ou passar os olhos por ela. Ou até nem sentir saudades. Nos que mais gosto sempre encontro um autógrafo. Pelo simples prazer de ter falado com o autor, sem sentir o cansaço de uma fila.
Esses dias, no final da entrevista do censo, a moça depois de vários questionamentos, pediu para assinar na pequena telinha onde ela assinalava minhas respostas. E me oferecendo uma caneta, ficou digitalizada minha rubrica, como prova que eu passei por aquele processo.Por um momento pensei nos meus livros, no autógrafo tão original. Volto à prateleira para admirar os meus.
SEGUE O BLOG...
5 de novembro de 2011
SOM NO KIT DE SÁBADO
Ouça Phil Collins com "Going Back".
Pode curtir o som nesse sábado nublado com saudades do céu de brigadeiro, que rolou toda semana passada em Porto Alegre.
Segue o blog...
Pode curtir o som nesse sábado nublado com saudades do céu de brigadeiro, que rolou toda semana passada em Porto Alegre.
Segue o blog...
MINICONTO
O SOFÁ
Na semana dos namorados talvez ele tenha ficado saudoso. Enquanto esticava a manta do seu sofá preferido e organizava os cadernos dos jornais espalhados por lá. Lembrou de tudo. Quarta-feira era o dia do sofá. Tempos em que ele era mais romântico, um amante à moda antiga, sim do tipo que mandava flores, como na música. E tinha amasso no portão. Primeiro a pediu em namoro, isto significava ter direito ao sofá. Noites e noites namoraram, roubaram beijos na saída, espiaram se alguém vinha vindo. Nem falaria isso aos filhos. A sua filha então, nem pensar. Agora o sofá está partido ao meio nas quartas-feiras à noite, metade futebol, metade notebook. Quase uma central de internet, uma lanhouse mesmo. E todo mundo pula e torce pelo time por ali. E a pipoca rola solta, chocolate, guaraná. Tudo mudou. Claro, o mundo está em evolução. E ele continua afofando o sofá e pensando. Tudo era tão romântico, até ganhar flores. O que seria ganhar uma rosa hoje? Nada diferente do que um cartão virtual. Ele vem se abrindo, com trilha sonora, tudo é muito bonito. Chega a ser emocionante, mensagens profundas, do fundo da alma. E ele suspira. E sente falta do seu tempo, tenta adaptá-lo ao atual, mas a lembrança não permite comparações. Preservou o sofá, foi seu maior defensor durante anos, o esticou direitinho. Agora ele olha a filha sorrindo para a tela do notebook. Ela ri e digita. Dá mais um sorriso largo. Às vezes parece falar sozinha. Ouve música, canta e volta a digitar. Por um lado ele fica até feliz. Lá no velho sofá, com o computador no colo, em plena quarta-feira, ela está namorando. No facebook.
Na semana dos namorados talvez ele tenha ficado saudoso. Enquanto esticava a manta do seu sofá preferido e organizava os cadernos dos jornais espalhados por lá. Lembrou de tudo. Quarta-feira era o dia do sofá. Tempos em que ele era mais romântico, um amante à moda antiga, sim do tipo que mandava flores, como na música. E tinha amasso no portão. Primeiro a pediu em namoro, isto significava ter direito ao sofá. Noites e noites namoraram, roubaram beijos na saída, espiaram se alguém vinha vindo. Nem falaria isso aos filhos. A sua filha então, nem pensar. Agora o sofá está partido ao meio nas quartas-feiras à noite, metade futebol, metade notebook. Quase uma central de internet, uma lanhouse mesmo. E todo mundo pula e torce pelo time por ali. E a pipoca rola solta, chocolate, guaraná. Tudo mudou. Claro, o mundo está em evolução. E ele continua afofando o sofá e pensando. Tudo era tão romântico, até ganhar flores. O que seria ganhar uma rosa hoje? Nada diferente do que um cartão virtual. Ele vem se abrindo, com trilha sonora, tudo é muito bonito. Chega a ser emocionante, mensagens profundas, do fundo da alma. E ele suspira. E sente falta do seu tempo, tenta adaptá-lo ao atual, mas a lembrança não permite comparações. Preservou o sofá, foi seu maior defensor durante anos, o esticou direitinho. Agora ele olha a filha sorrindo para a tela do notebook. Ela ri e digita. Dá mais um sorriso largo. Às vezes parece falar sozinha. Ouve música, canta e volta a digitar. Por um lado ele fica até feliz. Lá no velho sofá, com o computador no colo, em plena quarta-feira, ela está namorando. No facebook.
Segue o blog...
2 de novembro de 2011
MÚSICA EM QUESTÃO
A letra dessa música de Noel Rosa, compositor brasileiro de Vila Isabel, fez parte de uma questão das provas do Enem de 2011.
Comentava que as canções do poeta, apesar da preocupação do artista com seu tempo e com as mudanças político-culturais do Brasil no início dos anos 1920, ainda são modernas.
Ouça a música "Não tem tradução"
Segue o blog...
Comentava que as canções do poeta, apesar da preocupação do artista com seu tempo e com as mudanças político-culturais do Brasil no início dos anos 1920, ainda são modernas.
Ouça a música "Não tem tradução"
Segue o blog...
1 de novembro de 2011
PORTO ALEGRE É UM CONTO
O mês de novembro em Porto Alegre chega com uma temperatura um pouco mais fria pela manhã. E com vento. Céu azul. Conta-se que numa tarde, as pessoas caminhavam pela Rua da Praia, chegando na Praça da Alfândega. Lá estava instalada uma feira do livro. Em torno da praça acomodavam-se várias cafeterias, com suas mesas atrativas. Em cada uma delas, pessoas com laptops e ipads, atentamente observavam, liam e manipulavam telas. O cheiro do café espalhava-se pelo ar atraia as pessoas. Tudo que acontecia poderia ser online, mas os escritores resolveram sentar junto aos seus leitores e conversar. Poderiam surgir só na tela, digitalizar autógrafos, mas estavam entre as mesas, paticipando também. Foram realizadas entrevistas, as pessoas escreviam direto impressões em seus notebooks, outros fotografavam e ainda havia os que comentavam e debatiam livros , registrando tudo online. Realmente a feira tinha um jeito diferente. A digitalização poderia ter mudado o formato, congelado a imagem, tornado a feira mais fria. Mas não, o homem conseguiu ser criativo e misturar a emoção e a evolução, formando uma proposta inovadora, beneficiando a tudo e a todos. Desenhou-se a nova feira na tela, não deletando a tradição. Surgiu uma nova ideia, sem perder de vista a atração principal, a leitura.
Segue o blog. A rua da Praia, cujo nome oficial é Rua dos Andradas, é uma das mais tradicionais e antigas de Porto Alegre. Em seu trecho central fica a Praça da Alfândega, área onde se concentra o comércio, já que ali existia o cais de desembarque desde 1799, quando recebeu seu primeiro calçamento.
Segue o blog. A rua da Praia, cujo nome oficial é Rua dos Andradas, é uma das mais tradicionais e antigas de Porto Alegre. Em seu trecho central fica a Praça da Alfândega, área onde se concentra o comércio, já que ali existia o cais de desembarque desde 1799, quando recebeu seu primeiro calçamento.
Assinar:
Postagens (Atom)


