Segue o blog e o verão em férias...
31 de janeiro de 2015
VERÃO DE A a Z / SARAU
Muitas vezes a praia amanhece tão digna de um escritor quanto de um pintor. O mar calmo, a paisagem tão tranquila e distribuída entre três navios pesqueiros enfeitam o horizonte perdido marinho. Quantos livros lemos durante as férias na praia. O dia pede que sejam esquecidos todos os best-sellers. A manhã solicita um livro de Manuel Bandeira. Num pocket, chamado "Bandeira de Bolso", escolhi só títulos que lembram o mar, as ondas, a praia, as sereias...e recitei para o mar. Ele parecia adormecer. Fiz um sarau à beira-mar.
22 de janeiro de 2015
Rima de verão
ANTIGA TRANÇA
DE CRIANÇA
VIRA MODA
TRANÇA O VERÃO
ENTRELAÇADO
EM SEU CORAÇÃO
JÁ TRANÇADO
ENAMORADO
TODO ATRAPALHADO
PRA CÁ E PRA LÁ
NUM RITMO DOBRADO.
(Marisa Oliveira)
Segue o blog... na moda verão.
21 de janeiro de 2015
VERÃO DE A a Z / GARÇA X MERGULHÃO
O dia amanheceu muito bonito aqui na praia.
A disputa pelo almoço é acirrada à beira-mar. As garças caminham calmamente na beira da praia e o mergulhão parece um pato nadando. De repente, dá um mergulho profundo para alcançar o almoço.
Chegamos bem perto deles e podemos observá-los, sem problemas.
Cardápio do almoço: peixe.
Sobremesa: um voo livre pelo fundo do mar.
Segue o blog no horário de almoço do verão...
A disputa pelo almoço é acirrada à beira-mar. As garças caminham calmamente na beira da praia e o mergulhão parece um pato nadando. De repente, dá um mergulho profundo para alcançar o almoço.
Chegamos bem perto deles e podemos observá-los, sem problemas.
Cardápio do almoço: peixe.
Sobremesa: um voo livre pelo fundo do mar.
Segue o blog no horário de almoço do verão...
19 de janeiro de 2015
Ares de verão
Ao lado do sol caminha o vento. Em tempos de praia, ele aparece em todas suas formas. Quando falamos em mar, falamos em brisa. Ela é mais leve, como a inspiração...
O QUE O VENTO NÃO LEVOU
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
(Mario Quintana - Quintana de bolso- Pocket da L&PM)
MARISA
Muitas vezes à beira-mar
Sopra um fresco alento de brisa
Que vem do largo a suspirar...
Assim é o teu nome, Marisa
Que principia igual ao mar
E acaba mais suave que a brisa.
(Manuel Bandeira)
Segue o blog, na brisa do mar.
O QUE O VENTO NÃO LEVOU
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
(Mario Quintana - Quintana de bolso- Pocket da L&PM)
MARISA
Muitas vezes à beira-mar
Sopra um fresco alento de brisa
Que vem do largo a suspirar...
Assim é o teu nome, Marisa
Que principia igual ao mar
E acaba mais suave que a brisa.
(Manuel Bandeira)
Segue o blog, na brisa do mar.
18 de janeiro de 2015
CLAQUETE DE SÁBADO
Um remember do filme "Duets" e a música "Cruisin" na trilha sonora.
Bela dupla lembrança...
Segue o blog...
Bela dupla lembrança...
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17 de janeiro de 2015
16 de janeiro de 2015
VERÃO DE A a Z / BIQUINI
PEQUENO CONTO DO BIQUINI BRANCO
Ela decide que usaria o biquini branco. Totalmente branco. Há alguns tempo insistiu com o namorado, que relutou em presenteá-la, mas acabou considerando. Naquele dia ele estava arrependido, alegou estar fora de moda. Agora biquini é por partes. O branco costuma ocupar o frente-mar, tomara que caia. Com a outra parte fazem combinações com listras, floreados ou "petit poá", estampa de bolinhas grandes ou pequenas. E assim, ela desafia os grandes mares. O namorado ciumento acha que a causa estava ganha.
Mas ela não desiste. Caminha firme pela areia e entre as poucas conchas foi até o mar. Molhou os pés, foi o máximo que conseguiu. Refletiu à beira-mar, gosta muito de fazer isso. Refresca o pensamento e volta à areia. Estende uma canga laranja, da cor da moda. Passa mais protetor, acomodando-se com um livro. Dá uma espiada nos e-mails, nada de novo no whatsapp e no front. Enquanto seus dedos regem a telinha, tenta pensar positivamente. Por um lado, não estaria totalmente fora de moda. Ela sente-se retrô, de biquini branco. E isso está na moda. Agrada aos outros, mas não a ela, que prefere sentir-se confortável. O melhor é curtir a praia, sem maiores regras ou preocupações. Naquela tarde não houve banho de mar, como em outros verões. No pequeno pocket, o poeta encantava-se com outro mar, um tanto bravo:
"Mar que ouvi sempre cantar murmúrios
Na doce queixa das elegias,
Como se fosses, nas tardes frias
De tons purpúreos,
A voz das minhas melancolias."
15 de janeiro de 2015
VERÃO DE A a Z / CONCHA
PEQUENO CONTO DE PRAIA
O livro que circulava na praia não encontrava o marcador de leitura. As páginas eram desmarcadas pelo vento intenso. Ele precisava de um marcador para continuar. Em meio as ondas, que arrebentavam na praia, lembrou-se das conchas. Muitas vezes incompletas, quebradas, ainda são encontradas em nosso caminho, enquanto caminhamos entre espumas. Acha-se ainda conchas lindas, lembrando a porcelana, com pequenos furos nas bordas. Artesanalmente montaríamos um colar, uma pulseira talvez. Mas com a ajuda da corda de nylon de uma pipa, formou-se um fio, com conchas na ponta, como um marcador de livros. E a leitura continuou. Ninguém mais perdeu-se nos capítulos da história. As conchas fazem trilha na praia, marcam o fim das ondas. Um novo marcador orienta o livro, marcando o fim da leitura.
O livro que circulava na praia não encontrava o marcador de leitura. As páginas eram desmarcadas pelo vento intenso. Ele precisava de um marcador para continuar. Em meio as ondas, que arrebentavam na praia, lembrou-se das conchas. Muitas vezes incompletas, quebradas, ainda são encontradas em nosso caminho, enquanto caminhamos entre espumas. Acha-se ainda conchas lindas, lembrando a porcelana, com pequenos furos nas bordas. Artesanalmente montaríamos um colar, uma pulseira talvez. Mas com a ajuda da corda de nylon de uma pipa, formou-se um fio, com conchas na ponta, como um marcador de livros. E a leitura continuou. Ninguém mais perdeu-se nos capítulos da história. As conchas fazem trilha na praia, marcam o fim das ondas. Um novo marcador orienta o livro, marcando o fim da leitura.
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13 de janeiro de 2015
Receita poética
"Poeta é aquele que com sua sabedoria, que vem dos sentimentos, dá sabor as palavras. Com seus poemas, Neruda nos sacia a alma."
Não sei cozinhar ou melhor tento cozinhar. E aprendo observando os chefs.
Apreciem essa receita em forma de poesia...
Ode ao Congrio (Pablo Neruda)
“No mar/ tormentoso/ do Chile/ vive o rosado congrio,/ gigante enguia/ de nevada carne./ E nas panelas/ chilenas,/ na costa,/ nasceu o caldo/ grávido e suculento,/ proveitoso./ [...] Enquanto/ se cozem/ com o vapor/ os régios/ camarões marinhos/ e quando já chegaram/ a seu ponto,/ quando coalhou o sabor/ em um caldo/ formado pelo suco/ do oceano/ e pela água clara/ que desprendeu a luz da cebola,/ então/ que entre o congrio/ e se mergulhe na glória,/ que na panela/ se azeite,/ se contraia e se impregne./ Já só é necessário/ deixar no manjar/ cair o creme/ como uma rosa espessa,/ e ao fogo/ lentamente/ entregar o tesouro/ até que no caldo/ se esquentem/ as essências do Chile,/ e à mesa/ cheguem recém-casados/ os sabores/ do mar e da terra/ para que nesse prato/ conheças o céu.”
Pablo Neruda, poeta chileno, foi um dos maiores poetas da língua castelhana no século XX.
Não sei cozinhar ou melhor tento cozinhar. E aprendo observando os chefs.
Apreciem essa receita em forma de poesia...
Ode ao Congrio (Pablo Neruda)
“No mar/ tormentoso/ do Chile/ vive o rosado congrio,/ gigante enguia/ de nevada carne./ E nas panelas/ chilenas,/ na costa,/ nasceu o caldo/ grávido e suculento,/ proveitoso./ [...] Enquanto/ se cozem/ com o vapor/ os régios/ camarões marinhos/ e quando já chegaram/ a seu ponto,/ quando coalhou o sabor/ em um caldo/ formado pelo suco/ do oceano/ e pela água clara/ que desprendeu a luz da cebola,/ então/ que entre o congrio/ e se mergulhe na glória,/ que na panela/ se azeite,/ se contraia e se impregne./ Já só é necessário/ deixar no manjar/ cair o creme/ como uma rosa espessa,/ e ao fogo/ lentamente/ entregar o tesouro/ até que no caldo/ se esquentem/ as essências do Chile,/ e à mesa/ cheguem recém-casados/ os sabores/ do mar e da terra/ para que nesse prato/ conheças o céu.”
Pablo Neruda, poeta chileno, foi um dos maiores poetas da língua castelhana no século XX.
Segue o blog...poetando.
3 de janeiro de 2015
2 de janeiro de 2015
Boa sorte!!
O estudo depende de cada um, da perseverança, força de vontade, garra, interesse e participação. Admiro os que se esforçam e atingem seus objetivos. Quantos bancos de palavras criei pensando sempre em incentivar as pessoas que sei que se dedicam no decorrer de suas vidas. Cada palavra, cada definição não me custava nada, se soubesse que alguma coisa poderia um dia ser aproveitada.
Esse é um sonho que tenho, decifrando as palavras, fazer um dicionário , um arquivo de palavras de fácil acesso online, de uma forma mais prática e criativa. Para os que aproveitam, desejo boa sorte nas provas.
Leiam sempre. A leitura torna-se tão importante quanto o conhecimento que conseguimos através dela.
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Esse é um sonho que tenho, decifrando as palavras, fazer um dicionário , um arquivo de palavras de fácil acesso online, de uma forma mais prática e criativa. Para os que aproveitam, desejo boa sorte nas provas.
Leiam sempre. A leitura torna-se tão importante quanto o conhecimento que conseguimos através dela.
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1 de janeiro de 2015
BANCO DE PALAVRAS (5)
Não esqueça que a leitura, em qualquer forma, é sempre um passo a mais que você pode dar em sua vida. Não deixe de ler um livro, um jornal, uma revista e nem de consultar um dicionário.
"Eu não escrevo o que quero, escrevo o que sou." (Clarice Lispector)
As citações na produção textual são feitas para apoiar uma hipótese, sustentar uma ideia ou ilustrar um raciocínio. Sua função é oferecer ao leitor o respaldo necessário para que ele possa comprovar a veracidade das informações fornecidas e possibilitar o seu aprofundamento. As citações de filósofos, historiadores, escritores são muito valorizadas.
Como exemplo, no vestibular da Ufrgs uma estudante que tirou nota máxima usou três citações: Claude Levi-Strauss, Manuel Bandeira e Saramago. Ela possuia um caderno com citações, que organizou durante suas leituras. E aí está a palavra chave: leitura. Tudo que lemos, seja em qualquer estilo ou forma, um dia vai nos beneficiar. Existem vários sites com citações para novo conhecimento. De outra forma, a redação pode fluir naturalmente e ter mais valor com citações lembradas de nossas leituras. A criatividade ajuda na hora em que elaboramos um raciocínio que vá além do que está apresentado no texto da proposta.
Através das citações fundamentadas, com comentários, mostramos que lemos e podemos debater assuntos variados para conseguir a melhor redação.
"A palavra é meu domínio sobre o mundo." (Clarice Lispector)
"Somos duplamente prisioneiros: de nós mesmos e do tempo em que vivemos." ( Manuel Bandeira)
"Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos.” (José Saramago)
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